quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Mensagem ao Sr. Governador Raimundo Colombo


Mensagem enviada ao facebook do governador.

SR. GOVERNADOR RAIMUNDO COLOMBO

Trata-se de uma simples mensagem de natal. E espero que você realmente a leia, quem sabe até me responda de punho próprio. Mas quero que saiba o porquê de escrevê-la.

Primeiramente porque sou professor ACT e muito magoado me sinto pelos eventos ocorridos nesse ano de 2011. Magoado é um eufemismo para sintetizar todos os sentimentos que povoam minha mente. Espero encarecidamente que você entenda o porquê de eu estar me sentindo assim. Imagine então toda a angústia que sentem meus colegas professores.

Segundo, escrevo-lhe para pedir-lhe desculpas por todas as vezes que desejei algum mal para sua pessoa, mas não havia como não o fazer. Os motivos, creio eu, bem sabes. Talvez você não me conheça, nem meu nome ou meu rosto e isso pouco importa. Quero que saiba apenas que sou um professor que leciona 40 aulas semanais e ainda estuda outras 20 horas para poder oferecer o melhor aos alunos. 

Eu fico chateado em saber que nosso tão rico Estado não consegue oferecer melhores condições à classe do magistério, a tanto sofrida e mitigada por governos anteriores. Muitos dos seus eleitores o elegeram por acreditar no seu caráter e competência, naquilo que você transparecia durante sua campanha de 2010. E eles estão desiludidos com o retorno dado por sua pessoa aos que mais precisam: os alunos catarinenses.

Então, Sr, governador, peço-lhe desculpas sinceras por ter desejado o mal a sua pessoa. Alguns com certeza rir-se-ão de minha atitude, e isso também pouco importa. Belos discursos vestidos em roupas caras de grife não me atingem nem um pouco. Sou uma pessoa boa, de bom coração e que ainda acredita no futuro, principalmente da educação. Assim como muitos, também sei que a educação é o melhor caminho para o desenvolvimento, o mesmo almejado pelos políticos e empresários catarinenses. Portanto, Sr. Governador, espero realmente que os sentimentos natalinos possam fazer-lhe pensar em todos seus familiares que precisam ou precisaram de um professor. Você mesmo precisou. Eu sei nada de sua vida pessoal e familiar, mas quero que saiba que da minha vida dedico horas a fio para o desenvolvimento do Estado de Santa Catarina. Quando estudo, o faço para melhor oferecer aos cidadãos catarinenses, aqueles que trabalham penosamente durante o dia para, fatigados, enfrentarem mais quatro horas em sala de aula. 

Sr. Governador, também lhe peço que interfira junto aos empresários que são os patrões de nossos alunos, pois é triste ouvir de meus alunos que o atraso de todo dia é por culpa do trabalho. Dessa forma não melhoraremos os índices educacionais tão caros ao nosso Estado. Com certeza você deve dormir todas as noites preocupado com todas as difíceis decisões que precisa tomar dia-após-dia e ainda mais sabendo que não é bem quisto por milhares de professores decepcionados com os rumos da educação catarinense. Eu também perco noites de sono porque quero o melhor para nós. Percebes como o Sr. e nossa classe são parecidos? Portanto, quero dizer-te que não desejo mais mal algum a sua pessoa, pelo contrário. Espero realmente que você e os deputados eleitos pelo povo possam realmente governar para o povo e pelo povo. 

De mim, garanto-lhe, podes esperar que continuarei dando o meu melhor em sala de aula, mas se preciso for estarei novamente nas ruas fazendo meu protesto juntamente com meus colegas professores. Eu tenho minhas obrigações, você as suas, mas ambas convergem para o futuro de nosso Estado. Você tem todo um aparato ao teu lado para te defender. Eu tenho minhas palavras e minhas ideias. Todavia, eu preciso sustentar esposa e filho, preciso ler jornais, revistas, pesquisar na internet, comprar livros e tudo isso só se o salário for condizente. Continuo estudando e ainda mais estudarei porque essa é minha profissão, minha vocação. 

Então, Sr. governador, acredito que nossas forças devem ser mais do que suficiente para esse nosso querido Estado de Santa Catarina. Não quero professores sendo massacrados, nem cursos de licenciatura sendo fechados pela baixa procura. Quero minha classe valorizada e respeitada. Quero um Estado de respeito e forte! 

Escrevo como professor, como cidadão catarinense, como cidadão brasileiro, orgulhoso de meu Estado, orgulhoso de meu país, orgulhoso de ser professor! E, como disseram meus colegas e colegas professoras e professores, que o Sr. possa ter o bom senso e ser iluminado para governar também em nossa causa. Não se esqueça: somos formadores de opinião e formadores de eleitores. Indiferente de partido, sindicato ou não, todos só queremos o melhor para Santa Catarina.

Atenciosamente, Wagner Fonseca, professor ACT de História, pós-graduado, acadêmico de Sociologia da Plataforma Freire, 22 de dezembro de 2011.   

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Escolas péssimas, ACTs inseguros

      
 
       Estamos chegando ao final de mais um ano letivo, um ano daqueles que jamais esqueceremos, afinal lutamos por mais de 60 dias por um direito que até hoje não foi nos dado da forma correta. Mas enfim, como esta a situação nas escolas? Particularmente, na escola Campos Verdes, de Jaguaruna, a que leciono está péssima. 
        Para entender melhor, estamos trabalhando em um prédio que era para ser um mercado, não tem as mínimas condições de servir de escola, estamos há dois anos lá! Este ano tínhamos a promessa de que até em julho a nova escola iria começar a ser construída, até hoje nada, a promessa é dezembro, mas de promessas estamos cheios! Os alunos estão desmotivados, não tem espaço para merendar, brincar, praticar a educação física e estudar, o laboratório de Informática tem mais de 30 computadores, mas somente seis funcionam, a escola não tem verba para arrumar os demais, tão pouco a SDR, os professores ACTs que são a maioria, passaram por uma prova totalmente descontextualizada que não tem a mínima condição de selecionar alguém para dar aulas, alias uma prova com quase 56 mil inscritos na esperança de um concurso e na insegurança de não ter vagas para o ano que vem, os efetivos vivem o fantasma e a insegurança da imposição de um novo plano de carreira e de como ficarão caso as escolas passem a ser municipalizadas, não sabemos se o governo pagará o reajuste do piso em Janeiro e nem se realmente ganharemos algum reajuste. 
       Então junte tudo isso, mais a preocupação com uma educação de qualidade que nos esforçamos para dar e o que temos? Professores doentes, alunos revoltados, direção relapsa aos problemas e um governo que nos desmotiva, e porque continuamos? Realmente me falta uma resposta!
 
         Professor Jonathan Magnum Prim

terça-feira, 15 de novembro de 2011

O fim da educação pública catarinense?




Agora chegamos ao fundo do poço de vez! E lá no escuro recôndito jaz o futuro da educação pública catarinense. O (des)governo Colombo se mostra totalmente descomprometido com a escola pública que é obrigação do Estado.

Estou em sala de aula e não consigo lecionar, minha cabeça dói.  Ontem passei pela terceira vez pela prova dos Act’s e notadamente se percebeu que o número de professores que fizeram a prova diminuiu. Aqui na mesa do professor um folder lindamente produzido pela administração municipal de minha cidade totalmente desnecessário. Recebo as informações referentes ao grupo de estudo proposto pelo (des)governo Colombo e meu chão começa a sumir. Estão destruindo a educação! O que podemos fazer?

Conversando com colegas mais velhos percebo o quanto perdemos em todos esses anos. Nosso Plano de Carreira era composto por vários níveis que acessávamos conforme íamos nos especializando e adquirindo experiência profissional. O que significa que o professor em início de carreira podia vislumbrar o crescimento profissional e futuro financeiro. Ou seja, enquanto professor havia a possibilidade de continuar estudando, se especializar e oferecer mais aos alunos. Nosso Plano de Carreira hoje é reduzido a 12 níveis e longe está de ser perfeito. Agora, alguém lembra o porquê de termos feito uma greve de 62 dias? Queríamos apenas o cumprimento de uma lei federal que nos garante o mínimo salarial a nossa profissão. Drasticamente passamos a lutar pela manutenção de nossas carreiras e a proposição de um “grupo de estudos” passou a ser encarada como alternativa. E aí vem o golpe!

Notícias extremamente absurdas vindas do proposto “grupo de estudo” chegaram até nós. Nosso plano de carreira que precisava ser recomposto foi novamente atacado pelo governo. Os 12 níveis do Plano de Carreira deixaram de existir! No seu lugar, pasmem, 4 tristes níveis, de “professor” com ensino médio (ou aluno recém-formado lecionando) a professor com nível de especialização. Sabem o que isso significa? Que ser professor da educação básica não precisa de muito estudo! Mestrado e Doutorado são considerados dispensáveis pelo governo!!! Mais uma: o professor só vai precisar fazer cursos de aperfeiçoamento a cada 5 anos, pois só assim poderá aumentar um pouco seu salário. Sério isso, para que os professores vão se especializar, continuar se aperfeiçoando? Oferecer o melhor para os alunos? Desnecessário segundo o (des)governo Colombo.

Se tudo isso não bastasse, recebo hoje as notícias da reunião feita entre o governo, diretores, Atp’s (Assistentes Técnicos Pedagógicos) e AE’s (Assistentes de Educação) na sexta-feira. A grosso modo, significa ferrar de vez com os ACT’s. Simples assim. Cada aula, que tratamos como hora-aula, passa a ser vista como falta no caso e ausência. Se o professor ACT trabalha 10 aulas num dia e falta por algum motivo, ao invés de receber uma falta como de costume, receberá 10 faltas!!! É realmente algo além do fim da picada. E ontem, durante a prova dos ACT’s, nós comprovamos o futuro do próximo ano letivo: a falta de professores. Sem contar que na citada reunião, o governo demonstrou claramente em separar professores dos cargos administrativos da escola. Mais uma medida extremamente autoritária de nos dividir e impedir futuros movimentos grevistas!

E assim vemos a educação escorrer pelo ralo. Os cursos que formam professores na faculdade estão fechando suas portas. E as Universidades o que fazem??? Nada!!!!! Dar bolsas de estudos gratuitas não é estímulo! O professor precisa ser valorizado, respeitado e estimulado a formação continuada, todavia, o que vemos é o contrário. O governo teima em sucatear a educação pública descaradamente forçando os pais que podem a pagarem pela rede privada de ensino. Assim ficarão apenas os pobres nas redes públicas capengas e de péssima qualidade. Então veremos professores sendo mortos e quadrilhas se formando dentro das escolas. Junte a tudo isso a desmedida mercantilização da educação e da própria alma humana. Marchar contra a corrupção? De que isso vai adiantar se amanha todos estarão dentro de seus carros acelerando loucamente em nome do trabalho e do emprego que sufoca a liberdade de cada um de nós? Marchamos hoje e nos escondemos em nossas casas. A educação vai sendo destruída e as pessoas vão sendo assassinadas e todos clamam por melhores leis e justiça!!! 

Já dizia um sábio, “Educai as crianças para não reprimir os adultos”. Não aprendemos a lição. Resultado: vamos espalhar câmeras de “segurança” pelas cidades e acabar com nossa privacidade. Alguém disse certa vez que o sistema capitalista tem um jeito fácil de controlar o povo: deixa as coisas ferrarem de vez, ou seja, cria o problema e depois oferece a solução. Podemos estar caminhando para uma nova ditadura e as pessoas nem percebem isso. Por isso precisamos de escolas de qualidade e professores idem. Professores politizados e não alienados. Não falo e partidarismo, falo em política e cidadania, disciplinas que devem ser ensinadas. E alguns defendem que devemos ensinar economia e matemática financeira! Céus?! E viveremos até quando nesse mundo regido por um sistema capitalista predatório?

Vou cair no lugar-comum novamente: SER é melhor que Ter!!! É isso que ensino para meus alunos. Mas eles já sabem de tudo isso que escrevi acima. Eles, assim como eu, temem por nosso futuro em comum. O futuro da educação catarinense. E são enfáticos: “Ser professor? Nem pensar!”

O próximo ano está aí, e ao meu ver, esse nem deveria terminar tamanha falta de humanidade do (des)governo para com os professores!

Professor Wagner Fonseca, ACT, muito enraivecido, 14 de novembro de 2011.       

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Carta do Prof. Everson Semler Matias


Prezado João Paulo Messer, 

            Foram tantos os problemas denunciados sobre a educação que temo que este seja em breve, mais um dos velhos problemas comuns, algo rotineiro que todos sabemos não muda, como a: violência, corrupção e a prostituição de menores.

Serviços públicos como os da educação, saúde e correios parecem caminhar para o mesmo destino. 

Primeiro o corte de 3,10 bilhões de Dilma da educação, depois a esperança que veio se arrastando desde 2008 – O PISO NACIONAL DO MAGISTÉRIO – Uma medida de emergência para conter o rebaixamento do nível de vida dos professores – e que converteu-se, após dois meses de greve, na destruição do nosso plano de carreira. 

Mas como se diz em nossas escolas a greve “serviu para sacudir a poeira”. Nós professores estamos de cabeça erguida, fortes, discutindo, debatendo a educação que queremos e principalmente, denunciando o governo e seus deputados pelo crime cometido com a educação. 

As camisetas e os outdoors dos “deputados inimigos da educação” tem sido um sucesso! Aonde vou utilizando-a sou parado. Converso, explico como estão nossas escolas, sou homenageado por ainda ser professor. Os outdoors provocaram até práticas que antes se assemelhavam as de “marginais”: destruição do painel comunicativo com pedradas, ranhuras e até o corte dos pilares de sustentação como ocorreu no Caravágio.

O último ocorrido parece ser mais sério! Existe uma forte perseguição, com práticas de assédio moral, e violação de um direito constitucional: o democrático. Parece coisa de novela, mas uma professora chegou a identificar em meios à papéis para assinar uma advertência colocada em surdina. O objetivo era chegar ao número de três e assim demiti-la da escola. 

Minha escola, Abílio Cesar Borges de Nova Veneza não chegou a este ponto.  Mas cartazes contendo charges e informações contrárias às políticas do governo do estado estão sendo removidas pela direção, da sala dos professores. De acordo com a mesma, a ordem foi do gerente regional de educação, o professor Rodolfo Michels, conhecido como “finho”. De acordo com a direção a propriedade é pública e não pode conter tais materiais de crítica. Gostaria de lembrar que a sala dos professores não é, tampouco, um ambiente aberto. 

O que há de errado nestes cartazes? 

Não seria isto uma perseguição aberta dentro do ambiente escolar?  Sobretudo com os educadores que não se calam, realizando as discussões em suas escolas, como o professor citado acima?

Nem baixou a poeira da última greve, sacudida de nossas costas e já estamos enfrentando novamente problemas, entre eles: o plano de carreira menos indecente e, sobretudo advertindo os prefeitos e a comunidade sobre outro grave problema: a municipalização do ensino.

Este parece ser somente mais um desabafo de um professor em início de carreira, mas pode jogar luz sobre outro problema: Onde estaria à educação crítica e libertadora que a sociedade tanto precisa e que muitos futuros professores estão aprendendo nos cursos de licenciatura? 

Atenciosamente professor,

Everson Semler Matias

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Vídeo Recepção Colombo em Criciúma



M e desculpe o site da engeplus, mas hoje não levamos máquinas e por isso peguei suas fotos e vídeo.

Raimundo Colombo vaiado em Criciúma

Sexta-feira, 22 de julho... e o nosso querido e amado governador, sr. Raimundo Colombo resolveu visitar Criciúma. E os professores? "Não voltam, não voltam, não voltam..."...he...he...he....bem, voltamos sim, né? Mas, como acordado na última assembleia estadual, onde ele estiver, estarão os professores.
Pena que não levei a fotográfica...vou caçar dos jornais...rs





Como é Eduardo? De novo essa bagunça rapaz? Não é bagunça? Ah, são professores revoltados...Certo eles!!!




O interessante é que ele não demonstra outra expressão no rosto além daquele sorriso bonachão que não convence mais ninguém! Talvez o que mais nos revolte é constatar o cabidal que é uma SDR! Tanto papagaio de pirata por lá minha gente! Será que justificam todo o dinheiro que lá é depositado???

Altair Guidi, não vamos esquecer do gesto feito aos professores...


Michel dando de dedo!!! É isso aí!!!



Fala deputado! Porque traiu os professores?



Ah, e não podemos esquecer da cara do vice, Eduardo Moreira, quando nos viu lá! Tava na lata seus pensamentos: "P*** c******! Esses professores aqui de novo pra atazanar a vida!"...rsrsrsrs....

E os deputados? Manoel Mota e seu bigode...preocupado com cena será?  Dóia Gugliemi tentando sorrir....e olha, além da esposa, várias parentes dele são profissionais da educação! Parece que o José Milton Scheffer estava por lá também...

Fizemos nossa parte. Uma prof. fez questão de mostrar ao sr. governador um de nossos cartazes. Ele quis cumprimentá-la. "Não posso apertar sua mão, sou bandida! O sr. nos mandou o bope para nos calar!" Mais ou menos assim suas palavras...rsrsr... E o governador? "O Bope? onde?"....cara fingido hein?....

Outra prof mostrou a todos o "avanço" que tivemos....e saímos todos de lá perfumados com o mal cheiro do perfume Avanço, inclusive titio Colombo....

Quando estávamos saindo, sr. Altair Guidi, chegando atrasado e sendo vaiado....e como é educado, fez um gesto aos professores...felizmente só alguns viram o gesto que deixo para suas cabecinhas imaginar...

É gente, é assim que somos tratados....

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Reposição de aulas

Terça-feira, 19 de julho, o Comando do Sinte Estadual estevereunido com o governo para negociar a reposição de aulas. O pessoal está um pouco afobado, vamos com calma gente.
O Sinte está negociando a reposição para todos os setores, não apenas professores. É hora de ter calma e esperar por todas as informações.

Hoje a tarde (quarta-feira) o Sinte regional estará agendando reunião com o gerente regional para acertar a reposição.

SEXTA-FEIRA A TARDE: 22 DE JULHO REUNIÃO COM TODOS OS REPRESENTANTES DE ESCOLA PARA REPASSE E ORIENTAÇÕES DE CALENDÁRIO.
Local: Colegião
Horário: 14:00

Abraços fraternais a todos os nossos guerreiros e guerreiras da educação!!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Assembleia Regional de Criciúma, 14 de julho

Ontem, 13 de julho, Dia Internacional do Rock, mal pude comemorar ou lembrar desse dia. Entretanto, nunca mais vou esquecê-lo. O dia em que a bancada aliada do desgoverno Colombo enterrou o plano de carreira dos professores. Não vou expor aqui fotos do ocorrido na tarde de ontem na Alesc, talvez algum vídeo.

Hoje, mais de 400 professores estiveram reunidos no Colegião em nossa assembleia regional. As feições de todos eram um misto de revolta, tristeza, indignação, desprezo e lá no fundinho uma tênue esperança. Essa, apesar de tudo, os deputados catarinenses não podem nos retirar!

Sentimos vergonha de ser catarinenses devido aos nossos "representantes" políticos. Mas não podemos nos esquecer que somos políticos também e da extirpe mais importante: os mestres que guiam os olhos dos futuro! Cabe-nos a árdua tarefa de orientar os passos dos vindouros caminhantes. Ontem nos roubaram nosso prestígio, nosso orgulho, nossos direitos, porém, nossa integridade continua incólume perante o autoritarismo de um governador hipócrita e toda sua corja  de paus mandados.

Vocês podem nos matar, mas jamais roubarão a essência daquilo que somos! 

Se há um grande perdedor nessa greve ele não se chama professor ou professora, ou ATP ou AE. Não, meus amigos, quem perdeu essa greve foi o sr. Colombo e toda a turba de deputados que enterraram a profissão do professor! 

Mas nós ressuscitaremos, e como "sayajins" cada vez mais fortes a cada golpe mais duro que vocês tentarem nos impor! Que ninguém se esqueça: são os professores que ainda mantêm essa província de pé! São os professores que ensinam a todos! E assim como eu há muitos que ainda sonham e vocês não podem nos cobrar nossos sonhos!

Eu estou esvaziado, não morto. Não sei se ainda tenho forças para lutar, mas amanhã não estarei na escola. Começamos uma greve em Florianópolis no dia 11 de maio e lá, somente lá terminaremos essa greve. Avançaram nos meus direitos, tentaram desmobilizar e desmoralizar nosso movimento, entretanto, foi preciso o BOPE marcar presença para mostrar a serviço de quem está e também para mostrar a que veio o sr. Colombo.

O sentimento é de que a greve acabou. Não, não acabou. A greve só vai acabar quando a base decidir e até pode ser no dia 18 de julho, exatos dois meses. Mas vamos encerrar essa greve porque precisamos de tempo. Temos que nos reeguer depois desse duro golpe do autoritarismo típíco dos governantes catarinenses. E que todos se lembrem do quanto somos fortes!

Alguns, muitos talvez, abandonarão essa digna profissão, vocação! Não os repreendo. Ninguém deve. Outros muitos vão tentar se recompor e procurar os pedaços pelo caminho para conseguir caminhar adiante. Aprenderemos com nosso erros, nosso deputados também aprenderão. 65 mil professores, formadores de opinião. Mais de 700 mil alunos, formadores de opinião. Quem sabe em 2014 nós possamos enfim enterrar a ditadura em Santa Catarina, pois essa começou em 1964 e ainda respinga em nossos olhos.

Desistir não podemos, não depois de ver tanta emoção na assembleia de hoje. Por isso deixamos para aceitar a definição na estadual dia 18 em Florianópolis. Mas tudo indica que é chegada a hora. Hoje nos abraçamos e relembramos que criamos laços e amigos durante esses 60 dias de mobilização.

Eu que nunca conversei com um deputado e hoje os tenho me seguindo no twitter. Os pró e os contra. O importante, contudo, são as dezenas, centenas de professores e professoras que hoje posso olhar nos olhos e saber que compactuamos uma luta digna, legítima, justa por um ideal. Que ninguém ouse nos taxar de vadios e dizer que não nos preocupamos com os alunos! Eu não vou admitir que alguém maldiga meus colegas e amigos de profissão, de vocação! É por isso que tudo que cimentamos nesses dois meses não vai morrer assim.

Vamos continuar nos reunindo. Vamos fazer cursos de formação política para todos os professores de nossa regional, precisamos fortalecer o nosso sindicato, pois o sindicato somos nós! Sozinhos podemos ser fortes, juntos somos poderosos, nível entidade!!!!

Precisamos aproveitar as várias lideranças que surgiram em cada escola e semestralmente nos reunir em assembleias estaduais, discutir a educação em nível de Estado. Precisamos, enquanto classe, aprender a nos ouvir. Muitos reclamam nas assembleias que não querem ouvir seus iguais, que suas falas se repetem e por aí vai. Fazer análise de conjuntura, fazer encaminhamentos, informes, questões de ordem, etc, é necessário, crescemos com isso.

Como lembrou uma professora, faremos dia 13 de julho um dia estadual de paralisação. Já não temos mais que nos preocupar com o prêmio assiduidade (que nunca ganhei, rsrs), e todo ano vamos nos reunir nesse dia e discutir a nossa categoria!!!

Agora, são 23:45, hora de ir pra cama. Descansar. Obrigado a todos os valorosos que lutaram. Nós não perdemos nada! Quem foi derrotado foram justamente os que não lutaram. Um lutador sai do ringue não com a certeza da derrota, mas sim com a ousadia de tentar. Os fortes não se importam em perder. Para os fortes problemas são desafios. Os fortes sabem que após vencer um desafio vem sempre um maior. E a força de vontade os leva sempre a se superar. Isso é o que nós fazemos.

Descansem guerreiros! Mas não desanimem nunca! Os homens que querem nos roubar o futuro jamais cochilam, porque nós deveríamos?!

Abraços e paz,

Professor Wagner Fonseca, Forquilhinha, 14 de julho de 2011...

Poesia...nós restam sentimentos ainda...

Nossas almas estão partidas
Nossos olhares, as feridas
Não fomentamos a derrota,
ainda dentro de cada um
a chama ardente da revolta
Retiraram nosso chão,
nos prometeram um piso
Roubaram nossos direitos e se dão por satisfeitos,
os algozes esnobes...
Responsáveis diretos pelo furacão
de desgraças irresponsáveis
que impiedosamente atacou a educação!
Hoje vitimados, professores revoltados
Erguerão-se novamente, para ensinar à toda gente
Que o futuro é Mais Grandioso
E sonhar ainda nos é permitido!
Meu coração, hoje ferido,
pede licensa para o descanso
E no recanto da alma
palnto a semente da revolta
esperando colher os frutos
vindouros da vitória!

Prof. Wagner Fonseca, Assemblei Regional de Criciúma, 14 de julho de 2011...Aos valorosos guerreiros da EDUCAÇÃO!!!!

Inimigos da educação

Se voce votou em algum dos nomes abaixo citados, entre em contato com eles e cobrem o porque de votarem a favor do PLC 026 que destrói o plano de carreira do professor!!!!

DEPUTADOS DA REGIÃO SUL DO ESTADO CONTRA A EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SANTA CATARINA: 
José Nei Ascari, 
Altair Guidi, 
Joares Ponticelli, 
Valmir Comim, 
Dóia Guglielme, 
Manoel Mota.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Assembleia regional no colegião 14 de julho

ASSEMBLEIA REGIONAL NO COLEGIÃO AMANHA, 14 DE JULHO, DIA DA TOMADA DA BASTILHA (É NÉ?), AS 14:00 HORAS!!!


AVISEM A TODOS!!!!

"QUEM NÃO LUTA POR SEUS DIREITOS NÃO É DIGNO DELES"_rUI bARBOSA!

PROFESSORES DE LUTO EM SANTA CATARINA




Terça-feira, 12 de Julho de 2011 15:26

Sou professora e estou em greve, posto aqui uma carta pública de uma colega que considero ótima professora. A Nara, consegue resumir assim o que os professores estão sentindo com o descaso do Governo com a Educação em Santa Catarina. Peço que leiam e divulguem! Dignidade ao professor e a Educação!

Boa tarde!

Gostaria de deixar alguns esclarecimentos às pessoas que gentilmente enviam-me e-mails e eu não tenho respondido como deveria:

MINHA FALTA DE RESPOSTAS POR E-MAIL:

Tenho ficado mais pelo twitter que por e-mail ou facebook, já que estou envolvida em um movimento grande e ininterrupto por uma CAUSA JUSTA, mas que me parece silenciosa.
Assim como muitos colegas de profissão, hoje acordamos de luto por mais uma perda na justiça: não teremos nossos dias de greve depositados como o Gov. Colombo alegou que faria. Vários professores pelo Estado voltaram às salas de aula, acreditando que teriam seus vencimentos depositados e... surpresa! Direito negado a eles também. Por este motivo, muitos deles, a partir de ontem mesmo e hoje, estão voltado à greve!

AGRADECIMENTOS:
Agradeço a todos os colegas, familiares e alunos que se engajaram na luta, por mim e/ou por estar sensibilizado à causa. E lamento pelos que ainda não se manifestaram de nenhuma forma, pois estamos entrando em um abismo terrível e que, de uma forma ou outra, atingirá a todos!
(Graças a Deus tenho outra fonte de renda, pois trabaho na universidade e tenho um marido com quem compartilho despesas e investimentos familiares. Graças a Deus, também, posso dizer que não sou filiada, nem conto com a proteção de partido X, Y ou Z, pois não devo favor a NENHUM DELES. Aliás, não devo favor a ninguém. Tudo o que consegui foi com estudo, esforço e muita luta. (Quanta luta!)

APRESENTAÇÃO
Como professora da rede pública estadual, faço questão de divulgar que o Governo do Estado de SC pagou-me R$ 192,00 no mês passado e, que, provavelmente, não receberei NADA neste mês, já que a folha de pagamento será divulgada nos próximos dias.

Aos que não me conhecem direito, ou que não sabem de minha formação, gostaria de informar que sou graduada em Letras, com Pós-Graduação - Especialização em Didática e Metodologia do Ensino Superior, Mestranda em Educação e CONCURSADA na Rede Estadual de Ensino de Santa Catarina, onde atuo com Ensino Médio. Além disso, tenho dezenas de outros cursos em Criciúma, em Santa Catarina, em outros Estados do Brasil e no Exterior e também trabalho como professora universitária na UNESC. Já trabalhei em outras escolas das redes pública e particular de Içara, Criciúma e Cocal do Sul. Como professora universitária, também já lecionei na FEBAVE e na UNISUL.

MOTIVO DO LUTO:
Soube ontem, NA CALADA DA NOITE - que não vou receber meus dias descontados em uma greve LEGÍTIMA, pois o Governo derrubou mais uma liminar. Como pode acontecer este tipo de coisa, quando a greve é legítima? Quando o desconto é que é contra a LEI?

Estou, junto a centenas de outros colegas, sendo pressionada por um governador TIRANO, que ousa dizer que vai contratar alguém para trabalhar em meu lugar - não sei DE ONDE! - TAMBÉM contra a lei - a mesma que diz que a GREVE É LEGÍTIMA e que não podem ser contratados substitutos.

Vou repetir: este governo vem burlando uma série de LEIS, em um Estado SEM LEI, em um país em que a LEI é apenas para salvaguardar os CONTRAVENTORES!!

Parem de só assistir à RBS TV ou ler o Diário Catarinense. Entrem nos Blogs e leiam outros jornais, assistam a uma assembleia de professores, como fez o Moacir Pereira, que mudou o pensamento jornalístico dele e vai escreve um livro sobre a greve!

A greve não é do Partido A ou B, é de uma CLASSE, é de PROFISSIONAIS da EDUCAÇÃO. Se pessoas ligadas a partidos políticos quiserem entrar na luta: bem-vindos, mas o foco é o nosso piso e não a visão partidarista! Não quero nem saber se tem gente do PMDB, do PT, do PDT, do PSTU, do PSDB, do DEM, do novo PSD ou da CUT e CONLUTAS. Eu quero é saber que estou lutando pela MINHA VALORIZAÇÃO e que, por mim, seria muito mais que estas merrecas de R$ 1.100,00 - pois, para mim, ainda é um Piso vergonhoso para quem estuda tanto!

MINHA POSTURA, A PARTIR DE HOJE, 12/07/2011:
Portanto, quero deixar bem claro, a todos os meus alunos, ex-alunos, colegas, amigos, familiares, QUE:

NÃO VOU MAIS ADMITIR que alguém venha falar mal dos professores da escola pública perto de mim ou que venham falar em piedade das crianças, pois elas PERDERÃO ANO LETIVO.

Não sou estúpida e eu sei muito bem que elas não têm culpa, mas vou instigá-las a falarem com seus pais e a entrar com processo contra o governo.

Ou a sociedade entra junto DE VEZ na luta ou estaremos fadados à criação de MUITAS CADEIAS, pois os professores que aí estão, ao voltarem às salas de aula, sem NADA no bolso, LARGARÃO DE MÃO a vontade de lecionar. Perderão, de vez, o resto do brilho nos olhos e a vontade de lutar por uma educação de qualidade.

Se acabar a greve e eu tiver de voltar à sala de aula, voltarei, mas... Festa junina para ajudar a escola a trocar lâmpada? NÃO! Caixinha para comprar caneta? NÃO! Rifa para ajudar a pagar o ‘tonner’ da máquina de ‘xerox’? NÃO! NÃO contem comigo para mais nada, senhores governantes.

Economia na escola com MEU SALÁRIO em SEUS BOLSOS? NÃO, NÃO e NÃO!

A escola pode cair aos pedaços, os banheiros podem ser fechados de vez, sem torneiras, entupidos, as salas de aula podem ficar sem ventiladores, a instalação elétrica pode pegar fogo de vez! A única coisa que farei é dizer aos meus alunos: este é o governo que temos: falem com seus pais e resolvam nas urnas! Não há mais o que fazer!

INDIGNAÇÃO E PARA PENSAR:

COMO ENSINAREMOS aos nossos alunos os conceitos de CIDADANIA, LEALDADE, CUMPRIMENTO DE LEI, FÉ, HONESTIDADE, ESTUDO, FORMAÇÃO, ÉTICA, se o que estamos vendo é um show de DESEDUCAÇÃO, de AUTORITARISMO, DESOBEDIÊNCIA, FALTA DE CARÁTER??

Um governador que não é leal ao seu próprio partido, ganha as eleições, troca de legenda, em meio a um turbilhão de problemas envolvendo a EDUCAÇÃO, carro-chefe de sua campanha, CRIA um novo partido e FESTEJA com seus pares, DANDO DE DEDO em professores, dizendo: "AGORA VOCÊS VÃO VER COMO É QUE EU VOU RESOLVER AS COISAS", é RIDÍCULO!

Ou estamos vivendo em um período fora do tempo ou este TIRANO está comportando-se como anos atrás, em que resolviam as coisas no CABRESTO, no CHICOTE, na MARRA!

Ele pensa que está lidando com bandidos, com ladrões, com pessoas ignorantes? Onde estamos, gente? Que Estado é este que deixa as coisas chegarem onde estão?

PORTANTO:

Se a preocupação é com a reposição das aulas, seguinte: ano letivo e ano civil são diferentes. É possível resgatar o restante das aulas no início do ano que vem. Quem duvidar, que procure informações no GOOGLE ou com um advogado. Cansei de dar explicações e ser simpática. Não tivemos casos semelhantes em SC, mas já houve casos em outros Estados. Ponto. Mesmo assim tem aluno que vai sair perdendo, vai! A corda tem que arrebentar para algum lado. Infelizmente, vai ser para o aluno.
(Pensem bem: nós, contribuintes, não saímos perdendo sempre?)

Para todo o pai e toda a mãe que vier conversar comigo, cobrando alguma coisa, vou falar: entre com um processo contra o governo e preste atenção nas próximas eleições: seu governador abriu um partido novo e celebrou usando o dinheiro da educação, usou o dinheiro que deveria ter sido investido em SEU FILHO, lá NA ESCOLA.

E se eu estiver com um pouquinho de paciência,vou terminar falando o seguinte:

 Sabe por que a escola de seu filho está quase pegando fogo?Ø
 Sabe por que não tem professor qualificado na área da disciplina em que leciona?Ø
 Sabe por que o professor tem entrado na sala de aula e não tem vontØade de trabalhar?
 Pergunte a ele o quanto ganha!Ø
 Mas, antes pergunte a ele, qual a formação dele e quanto tempo passou investindo em uma faculdade!Ø

É isso, gente!
Profa. Nara

Resumo do dia na Alesc




Florianopolis, 12 de julho de 2011

18h13min h

Chegamos na capital as 09:40 da manhã, tendo iniciado nossa jornada, muitos, antes das 05:00. Nosso intuito aqui na Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina foi de sensibilizar os deputados. Exercer pressão e exigir de nossos “representantes” o respeito digno dos professores. Infelizmente, nessa semana muitos cansados e desiludidos com esse governo retornaram às salas de aula. Todavia, nós, os resistentes, nos mantivemos firmes na luta pela dignidade do professor e pela qualidade da educação.

Em torno de mil professores (segundo a RBS eram 1500) estiveram reunidos na Alesc desde cedo. Para aqueles que ainda acreditam na fala mansa do governador, saibam que a greve continua, com percentual de 50%, o que não é pouco.
A voz corrente entre vários professores, notadamente os ACT’s, é que a educação ruiu de vez, e o melhor é trocar de profissão, o que muitos garantem, o farão.

Dos deputados ouvimos o apoio irrestrito à causa da educação durante suas falas na plenária, notadamente dos deputados Sg. Amauri Soares, do PDT, Ana Paula Lima, Dirceu Dresch e Luciane Carminatti, do PT, além de Ângela Albino do PC do Basicamente a oposição, pouquíssimos deputados situacionistas. 

Do outro lado tivemos o ataque sistemático do Srs. Elizeu Mattos e Darci de Mattos. Este último vaiado eloquentemente pelos professores. “Com quem devemos negociar? Com o Sinte ou com o PSTU?” Lembrou o “nobre” deputado que “democracia é o que fazemos aqui dentro e não aquela bagunça ali fora! Não se ganha nada no grito!” Nova vaia e mais forte! Precisamos recordar ao senhor deputado que a democracia é composta pela vontade da maioria, que nesse caso posicionava-se no saguão da Alesc e legitimamente o vaiava. 

É isso que acontece quando se ataca profissionais com nível superior que lidam com a parcela mais importante da população: nossas crianças e adolescentes! Felizmente o deputado Darci de Mattos foi interpelado no corredor por uma de nossas colegas que soube mui bem usar do dedo indicador e de suas palavras para mostrá-lo com está lidando. “Vocês devem negociar com o Sinte!”, foram suas palavras.

Quando reunidos na Comissão de Constituição e Justiça, dezenas de professores a frente da entrada gritavam palavras de ordem, enquanto o Zé, mais exaltado, deixou a emoção ditar suas palavras metralhadas contra os deputados.

Nos corredores os professores Gelson e Wagner visitavam os gabinetes de 21 deputados entregando-lhes a Moção de Apoio aos Profissionais em Educação da Diocese de Criciúma. Outras professoras também cobravam dos deputados o seu posicionamento respeitoso à causa docente.

Infelizmente, a base aliada do (des)governo votou amplamente contra a desvinculação da verba do FUNDEB dos outros poderes (essa afirmação precisa ser conferida, pois parece que foi apenas em relação a uma das emendas). Mais uma vez fomos traídos por aqueles que deveriam representar os interesses do povo.

Enquanto a sessão na plenária se encerrava, os professores mantinham o seu “acampamento de refugiados” no saguão da Alesc. E lá fora, do outro lado da rua, mantêm-se o acampamento dos “sem-piso”. Os nobres e valorosos companheiros que acreditam na educação. Fica a dica aos desistentes da greve: lutamos por todos. São 18:49, é hora de descansar. Ficaremos aqui mais algumas horas e amanhã retornaremos.

19:20

“Hey, você aí! Me dá um dinheiro aí!”

É a cantoria dos professores que ainda esperam aqui no saguão. O que esperamos? A CCJ pode ser convocada a qualquer momento e votar o PLC 026 que detone de vez o plano de carreira do magistério. Nossa solidariedade mútua nos remete à parábola da multiplicação de pães: o pouco que todos se dispõem a contribuir ajuda a todos subsistir (resistir!).

19:29

Informe da Joaninha: Chapecó retorna é greve! Fizemos história hoje na Alesc, o local onde o poder supremo do Estado se encontra fora tomado pelos nobres educadores!

19:38

Armazém também retorna à greve!

Bem, agora é hora de partimos, já fizemos nosso lanchinho, graças a contribuição de cada um.
Firmes na luta povo guerreiro!